Like Social. Love Mobile

Autor: 
Roberto Eckersdorff

 

 

 

 

 

Like Social. Love Mobile - Parte I

Publicado no portal Batelli, em 23/03/2010

A onda do momento, e não há como fugir, é Social Media, que engloba todo este frenesi de novos modelos de comunicação, sites, grupos e qualquer outra forma de unir pessoas e sentimentos em comum.

De Twitter, Facebook, Orkut, Four Square, Kigol, Myspace, Sonico e tantas outras que surgiram nos últimos anos, vieram como uma avalanche na cabeça e no mercado de Publicidade e Propaganda.

As perguntas que mais recebo de Presidentes, Diretores e todo este time do Marketing, Negócios e Produtos são:
- E agora? O que faço? Como me comunico? Como mensuro resultados? Como me relaciono com as pessoas? E tantas outras perguntas buscando, como se fosse possível, um novo modelo para a tradicional fórmula: Revista Veja, Jornal Nacional e Outdoor na Marginal em São Paulo, que durante tanto tempo resolveram tão bem as necessidades do mercado, ou mesmo alguns mais inovadores, que já estavam se tornando “tradicionais”, anunciar no Uol e no Google.

Acho que não preciso perder caracteres aqui discorrendo sobre como o Orkut dominou o Brasil. Ou como toda e qualquer empresa, site ou programa tem o seu Twitter. Já é fato que milhões e milhões de pessoas estão todos os dias nas redes sociais.

Prefiro focar aqui na complexidade deste novo universo para o mercado publicitário, onde exemplifico um comentário que recebi de um Diretor de Marketing de uma das maiores empresas do país, ele me disse: “Roberto, não sei como e quando entraremos nas mídias sociais. Talvez ainda não estejamos prontos, ou tenhamos conhecimento sobre a melhor forma de fazer e atuar.” Não tive outra opção que não explicar ao gestor de mais de R$30 milhões de verba publicitária por ano, que não era mais opção dele estar ou não em Redes Sociais, pois ele já estava lá faz tempo, bastando fazer uma busca rápida para encontrar quantos milhares de pessoas já estavam falando bem ou mal da empresa e dos produtos daquela empresa. Clarifiquei que hoje a opção não é mais estar ou não, e sim o que fazer, como medir e principalmente, como interagir com elas.

Como planejar? Como executar uma campanha? Onde achar profissionais preparados que possam cuidar da marca em um ambiente onde é impossível controlar e moldar a comunicação assim como nos meios tradicionais? Estas e tantas outras perguntas não apresentam respostas prontas em nosso mercado. Como em qualquer disciplina nova, assim como foi com a própria TV quando surgiu e depois com a Internet, o grande segredo é não perder tempo.

Para estar presente e ser percebido nas Redes Sociais, existem modelos simples, e regras básicas, quase uma etiqueta digital, onde o respeito pelas pessoas e comunidades será base do relacionamento com sua marca.

Uma marca pode estar presente como mais um anunciante, comprando espaço publicitário ou mesmo editorial em qualquer um destes sites.

Outra forma, mais relevante, é provendo serviços úteis ou informações relevantes, que podem ter um grande valor para aquelas pessoas ou comunidades. Este sim, certamente é mais difícil, mas é o que traz maiores resultados de marca e relacionamento, pois ao oferecer um benefício, passa-se a fazer parte da vida das pessoas. Cito como exemplo, empresas que criam comunidades e realizam/patrocinam eventos de sustentabilidade e que geram discussão sobre o tema, criando espaços importantes para a sociedade propor novas idéias, sugestões e torná-las possíveis. Ou ainda sobre a ótica capitalista, a Dell, que oferecendo altos descontos conseguiu que milhares de pessoas estivessem diariamente ligadas no que a Dell tem para falar no Twitter, e permitindo a muitas comprar um computador que não teriam condições.

Claro que existem etiquetas para este mundo, porém a base de tudo é transparência e honestidade. De nada adianta criar um perfil falso para divulgar um tênis novo, e ser descoberto. Isso certamente será muito prejudicial. É melhor dizer oficialmente que você é a empresa de tênis, e que tem interesse na comunidade de corredores, e que gostaria de ter pessoas para testar os novos modelos, e por ai vai, como qualquer relação entre pessoas, e não entre empresas.

Portanto, converse com sua agência de propaganda e comunicação, converse com parceiros de tecnologia e mensuração como nós, fale com amigos, navegue nas redes, crie seus perfis e entenda como é fazer parte de um grupo, postar uma informação importante ou mesmo para ler piadas, qualquer coisa vale.

Assuma que você, sua empresa e sua agência não entendem nada do assunto, pois mesmo quem se diz grande entendedor, não tem mais de dois, três anos de atividade. Recuse belos cargos ou qualquer outro nome que tenha a intenção de cobrar homem hora mais cara. Como em qualquer outra forma de comunicação, a base de tudo é um bom planejamento e foco na execução.

Na próxima coluna, darei continuidade ao tema, analisando como todo esse universo será ainda mais complicado, visto a junção com outra revolução global, e a razão do título da coluna: Mobile.

 

Like Social. Love Mobile - Pate II - Mobile

Publicado no portal Batelli em 22/04/2010

Nesta coluna, darei continuidade ao tema, sobre a ótica de como todo esse universo será ainda mais revolucionário, onde falaremos da mais nova revolução global, e a razão do título da coluna: Mobile.

O segredo de tudo e, analisando de forma pouco emocional, não há nada de novo nas Mídias Sociais.

Nada do que é feito hoje já não era feito há milênios, como por exemplo, um grupo que se reúne para falar de esportes, sociedade e comportamento. Outro que combina para participar de eventos, ou ainda discutir as últimas novidades de minha parceira nesta coluna à Ligia Kogos. Pois bem, então onde está o “pulo do gato” para tamanha febre e crescimento explosivo do Social Media em todo o mundo?

Quem pensou Internet, errou feio. Esse “pulo” se chama Mobile.

Vale ressaltar que não estou falando apenas de telefone celular no Brasil, telemóveis em Portugal ou mobile phone em outro lugar. Como Mobile, falo de tudo o que tem mobilidade: desde i-phone, i-pad, celular, smart-phones, laptops e qualquer outra forma de acesso direto a internet, sem necessidade de um computador tradicional em uma mesa com um cabo plugado.

Recém chegado de dois grandes eventos globais, o maior congresso mobile globao em Barcelona (www.mobileworldcongress.com) e outro que participamos como convidado em Estoril (www.i-com.org), posso dizer com tranquilidade que a frase que usei para abrir o artigo anterior- Like Social. Love Mobile. - que não é de minha autoria, é certamente a melhor forma de olhar para o futuro da Publicidade e Propaganda.

Existem hoje bilhões de dispositivos de acesso móvel onde é possível, de qualquer lugar e a qualquer momento, buscar conteúdo, navegar na internet, publicar um texto, mandar um tweet, navegar em um mapa de localização, acessar as notícias dos seus amigos, e qualquer outra atividade que antes era dependente de um computador, e fez com que a comunicação deixasse de ser em um único sentido (Marcas a Pessoas) e passasse a ser multi-via (marcas x pessoas x grupos x pessoas x marcas).

Mobile, portanto, pode ser definido como a próxima das grandes revoluções digitais, principalmente em termos de receita, pois de uso já é realidade. A partir destes meios, o usuário conecta-se sem fronteiras, reage a estímulos, compartilha e desfruta da infinidade de aplicativos e conteúdo multimídia disponíveis, alterando o tradicional modelo da propaganda, publicidade e serviços prestados pelas marcas.