Sócio Diretor de Planejamento da AUNICA fala sobre métricas
Autor:
Manuel Materon
JumpExec entrevista Manuel Materon, Sócio Diretor de Planejamento da AUNICA – The Tagnology Company.
O profissional, que conta com larga experiência no mercado de relacionamento, no momento trabalha com a integração entre Agências, Anunciantes, Veículos e Produtoras.
1) Você acredita que em tempos de crise, a análise das métricas se torna ainda mais importante para as empresas?
As métricas em tempos nebulosos são ferramentas essenciais para poder analisar se os investimentos feitos são rentáveis ou não, além de dar a possibilidade de otimização dos resultados. Hoje, mais que nunca, os profissionais de marketing são cobrados por resultados reais e investimentos certeiros. Somente mensurando tudo, e utilizando ferramentas adequadas, isso se torna realidade. As tendências que percebo é que o mercado de tecnologia é peça chave para investir em tempos de crise. É investindo em inteligência, logística e formas de melhoria de processos que as empresas se tornarão mais eficientes.
2) As empresas já estão “aculturadas” em termos de métricas digitais?
Elas não estão aculturadas. Existem algumas iniciativas, mas considero esse o nosso grande desafio. A crise tem o poder de acelerar esse processo de mudança, pois os clientes precisam saber exatamente o retorno de seus investimentos. Não vemos a crise como ameaça e sim como oportunidade, pois os aportes de investimento serão feitos de maneira inteligente e com o controle dos seus dados em tempo real, o que ainda é um grande desafio, porém com uma perspectiva positiva.
Queremos mostrar para agências, portais e anunciantes, que hoje podemos medir as iniciativas online no intuito de otimizar seus resultados usando ferramentas direcionadas para geração de negócios. Pelo que temos visto em nossos clientes, existe o amadurecimento desse pensamento e uma busca constante em monetizar todas as ações online, ou seja controlar os investimentos em busca de ações eficazes.
3) Existe algum limite para o que pode ser mensurado pelas ferramentas de Web Analytics?
As ferramentas de Web Analytics estão cada vez mais avançadas e completas. Elas possibilitam que você faça integrações com sua plataforma de CRM e outros bancos de dados, fazendo com que todas as informações da sua empresa se correlacionem. Existem exemplos de integração entre plataformas de CRM, Omniture e Call Centers, que possibilitaram a empresa monitorar todos os pontos de contato do consumidor. Ou seja, com a integração de dados e o entendimento do que fazer com eles, as empresas se tornam mais eficientes.
Tivemos um cliente que precisava diminuir a quantidade de ligações para seu Call Center. A idéia então era fazer os usuários resolverem seus problemas no site. Para isso integramos todos os dados de diferentes pontos, chegando a um resultado final mais seguro. Assim, apontamos possíveis melhorias nos processos da empresa.
4) Quais são as tendências para o Web Analytics para 2009?
Uso consciente das ferramentas, isto é, ver o Web Analytics como uma ferramenta de negócios e não reduzi-lo a algo que fornece métricas de sites. Pensando dessa forma, o próximo passo é a integração de métricas de Web Analytics com as ferramentas de CRM das empresas, dando a possibilidade de monetizar os resultados de suas ações.
Hoje não há mais espaço para chute em departamentos de marketing. Antigamente você poderia correr mais risco, mas os tempos de hoje exigem assertividade. Não só as verbas estão mais enxutas como é preciso haver sincronia entre o online e o offline, para que uma ação complemente a outra.
5) Existem métricas mais adequadas para ações em redes sociais? Se sim, quais?
Podemos agregar dados de mídias sociais, mas a coisa ainda está em fase embrionária, muita água tem que rolar ainda. O poder das redes sociais é você conseguir basear todas as suas ações por comportamento e garantir a entrega de mídia de forma inteligente. Mandar a mensagem certa para o consumidor que de fato se importa com o que a sua marca/produto quer dizer e no momento em que ele está procurando.
O contraponto é que os dados capturados hoje em dia são completamente qualitativos e nada quantitativos, o que dificulta uma integração com as métricas usadas em Analytics e Adserving. Já estão sendo desenvolvidos
módulos para monitorar a relação entre o site oficial e as redes sociais.
6) Os profissionais de métricas têm algum perfil ideal?
Antigamente você via muito publicitário trabalhando com internet. Hoje o cenário está muito mais heterogêneo. Não é difícil encontrar físicos, matemáticos, economistas e até engenheiros trabalhando com mídia online e análise de métricas. Isso se da pela facilidade analítica dessas carreiras.
Costumo brincar que o profissional de métricas é aquele cara que fez ciências exatas, porém é o cara da turma do fundão.
7) Que dicas você daria para um profissional interessado em ingressar no mercado de métricas?
É um mercado em expansão e com pouca mão de obra qualificada, ou seja, existem inúmeras oportunidades não apenas para ingressar como para crescer. Estudem, leiam sobre o assunto e procurem certificações qualificadas.
É importante gostar de trabalhar com números e se interessar pela relação entre comportamento e tecnologia. E pela velocidade que as coisas têm acontecido. A pessoa precisa ser ousada e buscar antecipar tendências. Conversar com pessoas do mercado é um bom começo.
Publicado no portal JumpExec.
JumpExec entrevista Manuel Materon, Sócio Diretor de Planejamento da AUNICA – The Tagnology Company.
O profissional, que conta com larga experiência no mercado de relacionamento, no momento trabalha com a integração entre Agências, Anunciantes, Veículos e Produtoras.
1) Você acredita que em tempos de crise, a análise das métricas se torna ainda mais importante para as empresas?
As métricas em tempos nebulosos são ferramentas essenciais para poder analisar se os investimentos feitos são rentáveis ou não, além de dar a possibilidade de otimização dos resultados. Hoje, mais que nunca, os profissionais de marketing são cobrados por resultados reais e investimentos certeiros. Somente mensurando tudo, e utilizando ferramentas adequadas, isso se torna realidade. As tendências que percebo é que o mercado de tecnologia é peça chave para investir em tempos de crise. É investindo em inteligência, logística e formas de melhoria de processos que as empresas se tornarão mais eficientes.
2) As empresas já estão “aculturadas” em termos de métricas digitais?
Elas não estão aculturadas. Existem algumas iniciativas, mas considero esse o nosso grande desafio. A crise tem o poder de acelerar esse processo de mudança, pois os clientes precisam saber exatamente o retorno de seus investimentos. Não vemos a crise como ameaça e sim como oportunidade, pois os aportes de investimento serão feitos de maneira inteligente e com o controle dos seus dados em tempo real, o que ainda é um grande desafio, porém com uma perspectiva positiva.
Queremos mostrar para agências, portais e anunciantes, que hoje podemos medir as iniciativas online no intuito de otimizar seus resultados usando ferramentas direcionadas para geração de negócios. Pelo que temos visto em nossos clientes, existe o amadurecimento desse pensamento e uma busca constante em monetizar todas as ações online, ou seja controlar os investimentos em busca de ações eficazes.
3) Existe algum limite para o que pode ser mensurado pelas ferramentas de Web Analytics?
As ferramentas de Web Analytics estão cada vez mais avançadas e completas. Elas possibilitam que você faça integrações com sua plataforma de CRM e outros bancos de dados, fazendo com que todas as informações da sua empresa se correlacionem. Existem exemplos de integração entre plataformas de CRM, Omniture e Call Centers, que possibilitaram a empresa monitorar todos os pontos de contato do consumidor. Ou seja, com a integração de dados e o entendimento do que fazer com eles, as empresas se tornam mais eficientes.
Tivemos um cliente que precisava diminuir a quantidade de ligações para seu Call Center. A idéia então era fazer os usuários resolverem seus problemas no site. Para isso integramos todos os dados de diferentes pontos, chegando a um resultado final mais seguro. Assim, apontamos possíveis melhorias nos processos da empresa.
4) Quais são as tendências para o Web Analytics para 2009?
Uso consciente das ferramentas, isto é, ver o Web Analytics como uma ferramenta de negócios e não reduzi-lo a algo que fornece métricas de sites. Pensando dessa forma, o próximo passo é a integração de métricas de Web Analytics com as ferramentas de CRM das empresas, dando a possibilidade de monetizar os resultados de suas ações.
Hoje não há mais espaço para chute em departamentos de marketing. Antigamente você poderia correr mais risco, mas os tempos de hoje exigem assertividade. Não só as verbas estão mais enxutas como é preciso haver sincronia entre o online e o offline, para que uma ação complemente a outra.
5) Existem métricas mais adequadas para ações em redes sociais? Se sim, quais?
Podemos agregar dados de mídias sociais, mas a coisa ainda está em fase embrionária, muita água tem que rolar ainda. O poder das redes sociais é você conseguir basear todas as suas ações por comportamento e garantir a entrega de mídia de forma inteligente. Mandar a mensagem certa para o consumidor que de fato se importa com o que a sua marca/produto quer dizer e no momento em que ele está procurando.
O contraponto é que os dados capturados hoje em dia são completamente qualitativos e nada quantitativos, o que dificulta uma integração com as métricas usadas em Analytics e Adserving. Já estão sendo desenvolvidos
módulos para monitorar a relação entre o site oficial e as redes sociais.
6) Os profissionais de métricas têm algum perfil ideal?
Antigamente você via muito publicitário trabalhando com internet. Hoje o cenário está muito mais heterogêneo. Não é difícil encontrar físicos, matemáticos, economistas e até engenheiros trabalhando com mídia online e análise de métricas. Isso se da pela facilidade analítica dessas carreiras.
Costumo brincar que o profissional de métricas é aquele cara que fez ciências exatas, porém é o cara da turma do fundão.
7) Que dicas você daria para um profissional interessado em ingressar no mercado de métricas?
É um mercado em expansão e com pouca mão de obra qualificada, ou seja, existem inúmeras oportunidades não apenas para ingressar como para crescer. Estudem, leiam sobre o assunto e procurem certificações qualificadas.
É importante gostar de trabalhar com números e se interessar pela relação entre comportamento e tecnologia. E pela velocidade que as coisas têm acontecido. A pessoa precisa ser ousada e buscar antecipar tendências. Conversar com pessoas do mercado é um bom começo.
Publicado no portal JumpExec.