Tecnologias impulsionando o mercado brasileiro de mobile

Autor: 
Rafael Pedigoni

 Podemos imaginar que em 2014 o mercado esteja amadurecido?

De acordo com os dados de novembro de 2008 da Teleco, estima-se que em 2014 o celular será a plataforma de comunicação dominante no Brasil.

Atualmente, mesmo com este cenário em ebulição, o Mobile Marketing continua com baixos investimentos. Seja por parte das operadoras que detêm a tecnologia e os dados e não os exploram da forma correta, ou por parte dos anunciantes, que ainda vêem esta mídia com certo receio (assim como outras novas mídias digitais).

Porém, graças às novas tecnologias, existe a possibilidade do mobile marketing ganhar mais atenção neste mercado em crise. Cito como ponto chave as tecnologias voltadas ao próprio sistema telefônico, como é o caso do 3G que promete revolucionar o modo do celular ser encarado pelos seus usuários; bem como tecnologias  voltadas a publicidade online móvel e a aplicativos, que dão as agências as possibilidade de explorar todo o potencial desta mídia.

O sucesso inicial de agências publicitárias mobile brasileiras (tais como Pontomobi e FBiz) e a chegada da MMA ao Brasil  nos mostram que o mercado já evoluindo. E até mesmo a crise, que tende a diminuir as verbas publicitárias, pode alavancar ainda mais o mercado graças ao baixo custo.

No atual cenário, o maior volume da publicidade móvel brasileira ainda é feita através de SMS e ações Bluetooth, sendo que as primeiras investidas em WAP resultaram em resultados excepcionais, pelo menos no quesito tráfego (cliques). Exemplo de como as agências brasileiras vem utilizando o Mobile Marketing não faltam. Posso citar dois que vivenciei:

- A lanchonete The Fifities da Vila Olimpia em São Paulo oferece a todos seus clientes, via Bluetooth, “gifts” relacionados à empresa e ao Natal, tais como uma animação (em gif.) de seu produto natalino (Christmas Burguer), wallpaper e um Cartão digital (vcf) com o número do delivery, oferecendo assim um link para a continuidade do relacionamento e mais receita de um mesmo cliente.

- Como exemplo de ação de SMS, a última campanha da Microsoft para o Windows Server. Assim como grande parte das campanhas que utilizam o Mobile, através de um wap-site o SMS convidava a pessoa a cadastrar o número do celular para continuar recebendo conteúdo relevante (ao produto e ao usuário). Como resultado desta ação, mais de 5 mil cadastros em apenas 9 dias foram efetuados, com o banner de opt-in apresentando um CTR médio de 0,60%.

Hoje em dia, o mercado vê o Mobile Marketing como mídia de nichos, ignorando todo seu potencial como mídia de massa; isto acontece porque muito tem que ser moldado neste mercado: ainda não existem formatos padronizados, métricas são raramente discutidas e pouco se sabe em como analisar o retorno das ações.

Da mesma forma que aconteceu com a internet, paradigmas deverão ser quebrados, porém o cenário é ainda mais positivo.  Afinal, o brasileiro já está acostumado com a vida digital, o celular já faz parte do dia a dia e o alto grau de afinidade das novas gerações com as novas tecnologias e a sua necessidade de estar sempre conectado tende a fortalecer ainda mais o boom do mobile marketing.

É fácil perceber que o mercado é mais do que favorável a este movimento e o primeiro passo já foi dado, com a chegada da MMA ao Brasil com o intuito de organizar o coreto. Fica agora sob responsabilidade das agências convencerem seus clientes do potencial de retorno desta mídia, e principalmente, explorar as novas possibilidades de comunicação utilizando tecnologias voltadas para o próprio meio.

Rafael é coordenador de projetos especiais da AUNICA (rafael@aunica.com).

Artigo Publicado originalmente no JumpExec.