Será que em 2014 estaremos preparados para explorar todo o potencial do Mobile Marketing?
De acordo com os dados de novembro de 2008 da Teleco estima-se que a penetração será de 100% e o celular será a plataforma de comunicação dominante no Brasil. Atualmente, mesmo com este cenário em ebulição, o Mobile Marketing continua com baixos investimentos.
Seja por parte das operadoras que detêm a tecnologia e os dados, e não os exploram da forma correta para a publicidade ou por parte dos anunciantes, que ainda vêem esta mídia com certo receio, assim como outras mídias digitais, que já estão presentes vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana na vida dos brasileiros.
Novas tecnologias estão surgindo e prometem dar outro rumo ao desenvolvimento da área. Cito como ponto chave as tecnologias voltadas ao próprio sistema telefônico, como é o caso do 3G que promete revolucionar o modo do celular ser encarado pelos seus usuários, bem como plataformas de tecnologias voltadas a publicidade online específicas para mobile, que permitem inovar ao identificar usuários únicos, possibilitando o behavioral marketing via mobile, além da técnica de Engagement Map, que permite identificar todos os impactos responsáveis para gerar determinada conversão/venda/cadastro e não apenas o último anúncio visto ou clicado, como o atual padrão do mercado. Com isso novas oportunidades se abrem para anunciantes e veículos, que tem agora em a possibilidade de trabalhar com um adserver montado para o universo mobile.
O sucesso inicial de agências publicitárias Mobile brasileiras (tais como Pontomobi e Hands) e a chegada da MMA ao Brasil confirmam um pouco a começo da mudança deste cenário. E até mesmo a crise, que tende a diminuir as verbas publicitárias, pode alavancar ainda mais o mercado graças ao baixo custo.
A grande transição do modelo de Mobile Marketing, de mídia de nichos a mídia de massa, ainda está longe de acontecer e muito tem que ser moldado neste mercado: ainda não existem formatos padronizados, métricas são raramente discutidas e pouco se sabe em como analisar o retorno das ações.
No atual cenário o maior volume da publicidade móvel brasileira ainda é feita através de SMS e ações Bluetooth, sendo que as primeiras investidas em WAP resultaram em resultados excepcionais, pelo menos no quesito tráfego (Clicks). Exemplo de como as agências brasileiras vem utilizando o Mobile Marketing não faltam. Posso citar dois que vivenciei:
- A lanchonete The Fifities da Vila Olimpia em São Paulo oferece a todos seus clientes, via Bluetooth, “gifts” relacionados à empresa e ao Natal, tais como uma animação (em gif.) de seu produto natalino (Christmas Burguer), wallpaper e um Cartão digital (vcf) com o número do delivery, oferecendo assim um link para a continuidade do relacionamento e mais receita de um mesmo cliente.
- Como exemplo de ação de SMS, a última campanha da Microsoft para o Windows Server. Assim como grande parte das campanhas que utilizam o Mobile, através de um wap-site o SMS convidava a pessoa a cadastrar o número do celular para continuar recebendo conteúdo relevante (ao produto e ao usuário). Como resultado desta ação, mais de 5 mil cadastros em apenas 9 dias foram efetuados, com o banner de opt-in apresentando um CTR médio de 0,60%.
Da mesma forma que aconteceu com a internet, paradigmas deverão ser quebrados, porém o cenário é ainda mais positivo. Afinal, o brasileiro já está acostumado com a vida digital, o celular já faz parte do dia a dia e o alto grau de afinidade das novas gerações com as novas tecnologias e a sua necessidade de estar sempre conectado tende a fortalecer ainda mais o boom do Mobile Marketing.
É fácil perceber que o mercado é mais do que favorável a este movimento e o primeiro passo já foi dado, com a chegada da MMA ao Brasil com o intuito de organizar o coreto. Fica agora sob responsabilidade das agências convencerem seus clientes do potencial e retorno desta mídia, e principalmente, explorar as novas possibilidades de comunicação. |