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© 2023 aunica

  • janeiro 12, 2026
  • Artigos, Marketing de Dados
  • Leda Gambús

Martech: O que é, principais tendências e como começar na prática 

De automação à análise avançada de dados, as ferramentas de Martech transformam a forma de fazer marketing. As tendências apontam para IA, jornadas inteligentes e foco em dados unificados. Entenda neste conteúdo como começar na prática com estratégia antes da tecnologia. 

Profissional analisando dashboards de dados e métricas de desempenho em um notebook, representando estratégias de martech e análise digital.

Você já parou para pensar em como o marketing deixou de ser um palpite para se tornar uma ciência precisa? É aqui que entra a martech, a combinação poderosa de marketing + tecnologia.  

Ela nada mais é do que o uso de ferramentas digitais para organizar informações, automatizar tarefas repetitivas e, o mais importante, medir o resultado de cada ação.  

Atualmente, o cenário de marketing technology é movido por três grandes forças: a ascensão da inteligência artificial, as novas demandas por privacidade de dados e a necessidade de integrar informações. 

As tendências deixam claro: as empresas que mais se destacam não são as que têm mais ferramentas, mas sim as que usam a tecnologia para tomar decisões de negócio mais estratégicas e ágeis. Continue a leitura e entenda tudo sobre esse assunto. 

Sem tempo? Confira um resumo rápido:

  • O que é martech? É o uso de tecnologia no marketing para automatizar tarefas, organizar dados e medir resultados, conectando estratégia a ações mensuráveis.
  • Por que martech virou prioridade agora? Porque o marketing digital exige decisões baseadas em dados (não em intuição), além de personalização em escala, privacidade e integração entre canais e plataformas.
  • O que não pode faltar em um martech stack moderno? Um núcleo de CRM + automação, ferramentas de analytics/atribuição e uma camada de dados (CDP/DMP) para unificar a visão do cliente e ativar campanhas com mais precisão.
  • Quais tendências mais impactam o stack? IA (generativa e agentic) para criação e execução, first-party data para hiperpersonalização em tempo real e unificação do stack para reduzir “ilhas” e aumentar eficiência/ROI.
  • Como começar na prática sem errar? Comece pelo objetivo de negócio, mapeie o que já existe no stack, priorize poucos projetos de alto impacto, pense em integrações desde o início e garanta adoção do time com treinamento e rituais de KPI.

O que é martech (e por que todo mundo fala disso)  

Martech é a abreviação para marketing technology ou tecnologia de marketing. Ela representa o conjunto de ferramentas que automatizam tarefas, organizam dados e medem resultados. Sua função é conectar estratégias de marketing a ações mensuráveis.  

Este conceito se materializa na martech stack: uma combinação organizada de softwares que uma empresa usa, integrando plataformas como CRM, automação de e-mail e análise de mídia social. A escolha certa de ferramentas atua diretamente nos objetivos de negócio, sendo a integração a chave para extrair valor dos dados e das tendências. 

Por que martech é tão importante hoje?  

A importância da martech cresce com a digitalização. Empresas agora competem por atenção em canais online complexos e buscam ferramentas de análise sobre o comportamento do cliente.  

Isso permite decisões baseadas em big data em vez de intuição. Tendências de marketing technology, como a IA, já são uma realidade e permitem escalar esforços de marketing com muito mais precisão. Foi o que apontou um relatório da Salesforce de 2023, em que mais de 70% dos clientes esperam interações personalizadas, por exemplo. 

Componentes essenciais de um martech stack moderno  

A construção de um martech stack envolve escolher e integrar diferentes tipos de ferramentas para cobrir todas as necessidades da sua estratégia digital, como plataformas de CRM, CDP, DMP, analytics, de conteúdo, mídias sociais e campanhas. Veja, a seguir, mais detalhes sobre elas para essa estrutura: 

CRM e automação de marketing  

O CRM (Customer Relationship Management) é frequentemente considerado o alicerce de um martech stack. Ele centraliza todas as informações sobre clientes e leads, como dados de contato, histórico de interações e detalhes sobre as empresas que eles representam.  

Já as plataformas de automação de marketing utilizam esses dados para operacionalizar campanhas, disparando mensagens por e-mail, redes sociais e outros canais de forma automática, com base em comportamentos específicos dos usuários.  

Analytics, mensuração e atribuição  

Coletar dados é apenas o primeiro passo. Para tomar decisões estratégicas, é vital ter ferramentas que ajudem a interpretar essas informações, visualizá-las de forma clara e, sobretudo, atribuir os resultados de vendas e conversões aos canais de marketing corretos.  

Essa atribuição, ou marketing attribution, é o processo de medir e distribuir o crédito pelos resultados entre os diferentes pontos de contato que um cliente teve com a marca antes de converter. Isto impacta diretamente a forma como você avalia o desempenho de cada canal e otimiza seus investimentos. 

CDP, DMP e bases de dados de clientes  

Para elevar a personalização e a eficiência das campanhas, é importante entender as plataformas especializadas em dados: 

  • CDP (Customer Data Platform): foca em dados primários (first-party data), como informações pessoais (e-mail, nome) e comportamentais para criar perfis detalhados, personalizar campanhas e atendimento ao cliente. 
  • DMP (Data Management Platform): trabalha principalmente com dados anônimos como cookies. É uma ferramenta voltada para a publicidade, ajudando a segmentar e atingir novas audiências. 

Em outras palavras, enquanto a CDP ajuda a aprofundar o relacionamento com quem já conhece sua marca, a DMP é atua para expandir o alcance e conquistar novos públicos. 

Conteúdo, experiência digital e testes  

Este pilar abrange as ferramentas que permitem criar, gerenciar e otimizar a presença digital da marca.  

Inclui Sistemas de Gestão de Conteúdo (CMS) para blogs e sites, ferramentas para produção de conteúdo e plataformas de testes A/B para otimização da experiência do usuário.  

Testar diferentes versões de páginas, formulários ou chamadas para ação ajuda a entender o que mais ressoa com o seu público e, assim, maximizar as taxas de conversão. 

Ferramentas de mídia, social e campanhas  

Este conjunto de ferramentas é responsável pela execução prática das campanhas nos diversos canais digitais.  

Engloba softwares para gestão de redes sociais (agendamento e monitoramento), plataformas de e-mail marketing, ferramentas de SEO/SEM e sistemas para compra e gestão de mídia paga, como plataformas de demanda (DSPs).  

O objetivo aqui é centralizar o controle, permitir o escalonamento das ações e garantir que a mensagem certa chegue à pessoa certa, no momento e no canal adequados. 

Principais tendências de martech  

IA generativa e “agentic AI” no centro do stack  

A IA generativa, conhecida por criar textos e imagens, está evoluindo para a Agentic AI, que é mais autônoma. Enquanto a primeira exige comandos humanos, a segunda analisa dados, toma decisões e age sozinha para otimizar campanhas ou gerenciar rotinas complexas.  

Elas são complementares: a IA generativa cria o conteúdo, e a Agentic AI o executa e gerencia, trazendo mais autonomia para o marketing. Para 2028, estima-se que um terço das interações com IA generativa envolverão essa automação. 

Unificação do stack e plataformas centrais (DXP, CRM, CDP)  

Equipes de marketing, que podem usar mais de 100 plataformas, agora buscam um sistema único que combine CRM, análise de dados e automação.  

A integração entre CDP e CRM é considerada essencial para 98% dos profissionais, promovendo uma visão completa do cliente e decisões mais precisas. 

First-party data e hiperpersonalização em tempo real  

Com leis de privacidade como a LGPD, o uso ético de dados primários (first-party data), coletados diretamente com o consentimento do cliente, tornou-se essencial.  

Esses dados, como histórico de compras e comportamento no site, são a base para a hiperpersonalização, permitindo comunicações e ofertas relevantes no momento certo. Empresas que dominam essa prática conseguem personalização em escala, fortalecendo o relacionamento e aumentando as conversões. 

Privacidade, compliance e ética em dados  

A privacidade e a ética em dados saíram do campo teórico para se tornarem requisitos estratégicos de negócio. Com leis rígidas como a LGPD, que pode aplicar multas de até R$ 50 milhões, a conformidade deixou de ser opcional.  

Empresas que adotam políticas claras, obtêm consentimento explícito e implementam governança de dados constroem confiança com o cliente e reduzem riscos regulatórios. 

Conversacional, voz e experiências multimodais  

Lu, a porta-voz digital da Magazine Luiza, é um exemplo de atendimento ao cliente feito de maneira conversacional e intuitiva. O chatbot fica à disposição do cliente 24/7 e utiliza deep learning para compreender gírias e até mesmo erros de português para resolver dúvidas do pós-venda. Fonte: Simple.

A interação com as marcas está se tornando mais conversacional e multimodal. Usuários buscam respostas por voz, imagem e texto de forma integrada, impulsionados por assistentes de IA, que respondem às solicitações de maneira natural e informal.   

No Brasil, estratégias otimizadas para pesquisa por voz já geram aumento significativo no tráfego orgânico. Isso exige conteúdo acessível, focado no contexto do usuário e desenhado para múltiplos formatos, como vídeos curtos com transcrição e páginas FAQ otimizadas. 

Eficiência, ROI e “menos é mais” no stack  

A pressão por eficiência e comprovação de ROI está reformulando os martech stacks. A busca é por arquiteturas enxutas, com ferramentas integradas que gerem valor claro, em vez de uma coleção desconexa de softwares.  

A automação é central nessa busca, podendo elevar o retorno sobre o investimento (ROI) em marketing para 544% em três anos e aumentar a produtividade das equipes. 

Como começar com martech na prática  

Isso pode parecer complexo, mas o sucesso vem de uma abordagem organizada. O ponto de partida é sempre o negócio, não as ferramentas. Defina seus objetivos estratégicos para selecionar e usar ferramentas com mais propósito. A jornada é de diagnóstico, implementação prática e aprendizagem contínua. 

Primeiro, mapeie o que você já tem no seu martech stack atual para evitar desperdícios e identificar integrações possíveis. Depois escolha e priorize poucos projetos com escopo delimitado para demonstrar valor rapidamente e ganhar confiança interna.  

Por fim, capacite o time e crie rituais de uso, como reuniões de acompanhamento de KPIs, para transformar a tecnologia em uma rotina operacional que sustente a estratégia. Veja a seguir cada uma destas etapas em detalhes. 

Comece pelo negócio, não pela ferramenta  

Evite a armadilha de buscar uma ferramenta antes de saber o problema que ela deve resolver. Sem um objetivo claro, qualquer solução será mal utilizada. 

Uma implementação bem-sucedida exige que as decisões sejam guiadas por problemas de negócio específicos e por objetivos mensuráveis, como aumentar a taxa de conversão de leads, não apenas pela atração de uma tecnologia promissora.  

Mapeie o que você já tem no stack  

Antes de comprar qualquer solução nova, faça um inventário do seu portfólio atual. Identifique quais ferramentas já são usadas, por quem e com qual nível de maturidade.  

Avalie se elas estão integradas ou se funcionam como “ilhas de informação”. Este diagnóstico evita a compra redundante de softwares, revela que podem trazer mais valor do que uma nova aquisição e ajuda a entender a maturidade digital da sua equipe para planejar os próximos passos. 

Priorize poucos projetos  

Para gerar confiança e demonstrar resultados, inicie com um ou dois “projetos farol” de escopo bem definido. Opte por iniciativas de alto impacto e baixo esforço, como otimizar uma campanha de e-mail marketing ou implementar uma régua de nutrição simples. 

Isso permite aprender, ajustar a rota e comprovar o valor da tecnologia sem grandes riscos. Empresas que priorizam menos projetos por período tendem a entregar mais impacto validado. 

Pense em dados e integrações desde o início  

Uma martech stack é um ecossistema, não uma coleção de ferramentas isoladas. Portanto, a governança e a integração de dados são preocupações centrais, não secundárias.  

Escolha ferramentas que ofereçam APIs abertas ou integrações nativas entre si . A base de uma estratégia orientada a dados é uma fonte única de verdade. Garantir que seus sistemas “conversem” desde o início evita silos de informação, retrabalho e garante decisões mais inteligentes. 

Capacite o time e crie rituais de uso  

Invista em treinamento para que a equipe entenda o “porquê” e o “como” das novas ferramentas. Paralelamente, estabeleça rituais fixos de uso, como reuniões diárias ou semanais para revisar KPIs-chave e tomar decisões com base nos dados.  

Esses rituais transformam o uso do martech de uma iniciativa pontual em uma rotina operacional que sustenta a execução contínua e o refinamento da estratégia de marketing. 

Erros comuns ao montar um martech stack 

Muitos líderes de marketing e tecnologia caem em armadilhas que comprometem o investimento em tecnologia. Esses erros não se limitam a escolhas técnicas, mas refletem falhas de planejamento estratégico, governança e mudança organizacional.  

Reconhecê-los é o primeiro passo para montar uma arquitetura de ferramentas que funcione como um ecossistema integrado e gere valor de negócio. Saiba quais são eles a seguir. 

Começar comprando ferramentas, sem estratégia  

Este é o erro mais frequente. A decisão por uma ferramenta deve ser consequência de uma estratégia clara, não seu ponto de partida. Pergunte-se: esta ferramenta resolve um problema meu ou apenas parece “futurista”? 

Quando a aquisição é movida por hype ou promessas genéricas, sem estar atrelada a objetivos específicos de marketing ou de negócio, o resultado é um investimento subutilizado e desconectado da realidade da empresa.  

Ter um stack inchado e pouco usado   

O excesso de plataformas cria um stack com funcionalidades sobrepostas, aumenta custos fixos de forma desnecessária e fragmenta ainda mais os dados. A verdadeira eficiência vem de um conjunto enxuto de ferramentas que se integram bem e são dominadas pela equipe. 

Ignorar dados e integrações (ilhas de informação)  

Implementar ferramentas sem um plano de integração cria “ilhas de informação”. Se o CRM não conversa com a plataforma de e-mail e esta não se conecta ao analytics, os dados ficam isolados.  

O resultado é uma visão fragmentada do cliente, campanhas desconectadas e análises inconsistentes. O valor real do stack está no fluxo contínuo de dados entre seus componentes, não em cada um isoladamente. 

Não ter donos claros para cada plataforma  

Esse “dono” é o responsável por explorar o máximo de sua capacidade, treinar os usuários, gerenciar a integração com outras áreas e reportar seus resultados.  

A falta dessa governança leva ao uso superficial da tecnologia, à baixa responsabilização pelos resultados e ao desperdício da capacidade da ferramenta de resolver problemas reais. 

Focar em features e esquecer adoção pelo time  

Um martech stack poderoso nas mãos de um time despreparado é um investimento perdido. A chave para evitar isto é tratar estas tecnologias como um projeto de transformação organizacional, onde são um meio para um fim estratégico, integradas por dados e movidas pelas pessoas. 

A tecnologia só gera resultados quando é usada corretamente e se torna parte da rotina. Portanto, investir em treinamento e criar uma cultura orientada por dados, é tão importante quanto escolher a ferramenta certa. 

Transforme suas estratégias com a aunica 

Conte com a aunica para alinhar sua visão de negócio às melhores ferramentas de martech e transforme dados em decisões ágeis para criar experiências únicas. 

Trabalhamos lado a lado com seu time para desenhar e implementar tecnologias personalizadas que resolvem problemas reais, otimizam o retorno sobre o investimento e colocam sua marca no caminho do sucesso. 

Entre em contato com o nosso time e descubra como transformar dados em vendas. Encontre mais conteúdos sobre este assunto aqui!

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“A criatividade pura e sem análise de dados, é apenas arte e não negócio.
A análise de dados sem a criatividade são apenas números sem conteúdo e fora de contexto.”

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