De automação à análise avançada de dados, as ferramentas de Martech transformam a forma de fazer marketing. As tendências apontam para IA, jornadas inteligentes e foco em dados unificados. Entenda neste conteúdo como começar na prática com estratégia antes da tecnologia.

Você já parou para pensar em como o marketing deixou de ser um palpite para se tornar uma ciência precisa? É aqui que entra a martech, a combinação poderosa de marketing + tecnologia.
Ela nada mais é do que o uso de ferramentas digitais para organizar informações, automatizar tarefas repetitivas e, o mais importante, medir o resultado de cada ação.
Atualmente, o cenário de marketing technology é movido por três grandes forças: a ascensão da inteligência artificial, as novas demandas por privacidade de dados e a necessidade de integrar informações.
As tendências deixam claro: as empresas que mais se destacam não são as que têm mais ferramentas, mas sim as que usam a tecnologia para tomar decisões de negócio mais estratégicas e ágeis. Continue a leitura e entenda tudo sobre esse assunto.
Sem tempo? Confira um resumo rápido:
- O que é martech? É o uso de tecnologia no marketing para automatizar tarefas, organizar dados e medir resultados, conectando estratégia a ações mensuráveis.
- Por que martech virou prioridade agora? Porque o marketing digital exige decisões baseadas em dados (não em intuição), além de personalização em escala, privacidade e integração entre canais e plataformas.
- O que não pode faltar em um martech stack moderno? Um núcleo de CRM + automação, ferramentas de analytics/atribuição e uma camada de dados (CDP/DMP) para unificar a visão do cliente e ativar campanhas com mais precisão.
- Quais tendências mais impactam o stack? IA (generativa e agentic) para criação e execução, first-party data para hiperpersonalização em tempo real e unificação do stack para reduzir “ilhas” e aumentar eficiência/ROI.
- Como começar na prática sem errar? Comece pelo objetivo de negócio, mapeie o que já existe no stack, priorize poucos projetos de alto impacto, pense em integrações desde o início e garanta adoção do time com treinamento e rituais de KPI.
O que é martech (e por que todo mundo fala disso)
Martech é a abreviação para marketing technology ou tecnologia de marketing. Ela representa o conjunto de ferramentas que automatizam tarefas, organizam dados e medem resultados. Sua função é conectar estratégias de marketing a ações mensuráveis.
Este conceito se materializa na martech stack: uma combinação organizada de softwares que uma empresa usa, integrando plataformas como CRM, automação de e-mail e análise de mídia social. A escolha certa de ferramentas atua diretamente nos objetivos de negócio, sendo a integração a chave para extrair valor dos dados e das tendências.
Por que martech é tão importante hoje?
A importância da martech cresce com a digitalização. Empresas agora competem por atenção em canais online complexos e buscam ferramentas de análise sobre o comportamento do cliente.
Isso permite decisões baseadas em big data em vez de intuição. Tendências de marketing technology, como a IA, já são uma realidade e permitem escalar esforços de marketing com muito mais precisão. Foi o que apontou um relatório da Salesforce de 2023, em que mais de 70% dos clientes esperam interações personalizadas, por exemplo.
Componentes essenciais de um martech stack moderno
A construção de um martech stack envolve escolher e integrar diferentes tipos de ferramentas para cobrir todas as necessidades da sua estratégia digital, como plataformas de CRM, CDP, DMP, analytics, de conteúdo, mídias sociais e campanhas. Veja, a seguir, mais detalhes sobre elas para essa estrutura:
CRM e automação de marketing
O CRM (Customer Relationship Management) é frequentemente considerado o alicerce de um martech stack. Ele centraliza todas as informações sobre clientes e leads, como dados de contato, histórico de interações e detalhes sobre as empresas que eles representam.
Já as plataformas de automação de marketing utilizam esses dados para operacionalizar campanhas, disparando mensagens por e-mail, redes sociais e outros canais de forma automática, com base em comportamentos específicos dos usuários.
Analytics, mensuração e atribuição
Coletar dados é apenas o primeiro passo. Para tomar decisões estratégicas, é vital ter ferramentas que ajudem a interpretar essas informações, visualizá-las de forma clara e, sobretudo, atribuir os resultados de vendas e conversões aos canais de marketing corretos.
Essa atribuição, ou marketing attribution, é o processo de medir e distribuir o crédito pelos resultados entre os diferentes pontos de contato que um cliente teve com a marca antes de converter. Isto impacta diretamente a forma como você avalia o desempenho de cada canal e otimiza seus investimentos.
CDP, DMP e bases de dados de clientes
Para elevar a personalização e a eficiência das campanhas, é importante entender as plataformas especializadas em dados:
- CDP (Customer Data Platform): foca em dados primários (first-party data), como informações pessoais (e-mail, nome) e comportamentais para criar perfis detalhados, personalizar campanhas e atendimento ao cliente.
- DMP (Data Management Platform): trabalha principalmente com dados anônimos como cookies. É uma ferramenta voltada para a publicidade, ajudando a segmentar e atingir novas audiências.
Em outras palavras, enquanto a CDP ajuda a aprofundar o relacionamento com quem já conhece sua marca, a DMP é atua para expandir o alcance e conquistar novos públicos.
Conteúdo, experiência digital e testes
Este pilar abrange as ferramentas que permitem criar, gerenciar e otimizar a presença digital da marca.
Inclui Sistemas de Gestão de Conteúdo (CMS) para blogs e sites, ferramentas para produção de conteúdo e plataformas de testes A/B para otimização da experiência do usuário.
Testar diferentes versões de páginas, formulários ou chamadas para ação ajuda a entender o que mais ressoa com o seu público e, assim, maximizar as taxas de conversão.
Ferramentas de mídia, social e campanhas
Este conjunto de ferramentas é responsável pela execução prática das campanhas nos diversos canais digitais.
Engloba softwares para gestão de redes sociais (agendamento e monitoramento), plataformas de e-mail marketing, ferramentas de SEO/SEM e sistemas para compra e gestão de mídia paga, como plataformas de demanda (DSPs).
O objetivo aqui é centralizar o controle, permitir o escalonamento das ações e garantir que a mensagem certa chegue à pessoa certa, no momento e no canal adequados.
Principais tendências de martech
IA generativa e “agentic AI” no centro do stack
A IA generativa, conhecida por criar textos e imagens, está evoluindo para a Agentic AI, que é mais autônoma. Enquanto a primeira exige comandos humanos, a segunda analisa dados, toma decisões e age sozinha para otimizar campanhas ou gerenciar rotinas complexas.
Elas são complementares: a IA generativa cria o conteúdo, e a Agentic AI o executa e gerencia, trazendo mais autonomia para o marketing. Para 2028, estima-se que um terço das interações com IA generativa envolverão essa automação.
Unificação do stack e plataformas centrais (DXP, CRM, CDP)
Equipes de marketing, que podem usar mais de 100 plataformas, agora buscam um sistema único que combine CRM, análise de dados e automação.
A integração entre CDP e CRM é considerada essencial para 98% dos profissionais, promovendo uma visão completa do cliente e decisões mais precisas.
First-party data e hiperpersonalização em tempo real
Com leis de privacidade como a LGPD, o uso ético de dados primários (first-party data), coletados diretamente com o consentimento do cliente, tornou-se essencial.
Esses dados, como histórico de compras e comportamento no site, são a base para a hiperpersonalização, permitindo comunicações e ofertas relevantes no momento certo. Empresas que dominam essa prática conseguem personalização em escala, fortalecendo o relacionamento e aumentando as conversões.
Privacidade, compliance e ética em dados
A privacidade e a ética em dados saíram do campo teórico para se tornarem requisitos estratégicos de negócio. Com leis rígidas como a LGPD, que pode aplicar multas de até R$ 50 milhões, a conformidade deixou de ser opcional.
Empresas que adotam políticas claras, obtêm consentimento explícito e implementam governança de dados constroem confiança com o cliente e reduzem riscos regulatórios.
Conversacional, voz e experiências multimodais

A interação com as marcas está se tornando mais conversacional e multimodal. Usuários buscam respostas por voz, imagem e texto de forma integrada, impulsionados por assistentes de IA, que respondem às solicitações de maneira natural e informal.
No Brasil, estratégias otimizadas para pesquisa por voz já geram aumento significativo no tráfego orgânico. Isso exige conteúdo acessível, focado no contexto do usuário e desenhado para múltiplos formatos, como vídeos curtos com transcrição e páginas FAQ otimizadas.
Eficiência, ROI e “menos é mais” no stack
A pressão por eficiência e comprovação de ROI está reformulando os martech stacks. A busca é por arquiteturas enxutas, com ferramentas integradas que gerem valor claro, em vez de uma coleção desconexa de softwares.
A automação é central nessa busca, podendo elevar o retorno sobre o investimento (ROI) em marketing para 544% em três anos e aumentar a produtividade das equipes.
Como começar com martech na prática
Isso pode parecer complexo, mas o sucesso vem de uma abordagem organizada. O ponto de partida é sempre o negócio, não as ferramentas. Defina seus objetivos estratégicos para selecionar e usar ferramentas com mais propósito. A jornada é de diagnóstico, implementação prática e aprendizagem contínua.
Primeiro, mapeie o que você já tem no seu martech stack atual para evitar desperdícios e identificar integrações possíveis. Depois escolha e priorize poucos projetos com escopo delimitado para demonstrar valor rapidamente e ganhar confiança interna.
Por fim, capacite o time e crie rituais de uso, como reuniões de acompanhamento de KPIs, para transformar a tecnologia em uma rotina operacional que sustente a estratégia. Veja a seguir cada uma destas etapas em detalhes.
Comece pelo negócio, não pela ferramenta
Evite a armadilha de buscar uma ferramenta antes de saber o problema que ela deve resolver. Sem um objetivo claro, qualquer solução será mal utilizada.
Uma implementação bem-sucedida exige que as decisões sejam guiadas por problemas de negócio específicos e por objetivos mensuráveis, como aumentar a taxa de conversão de leads, não apenas pela atração de uma tecnologia promissora.
Mapeie o que você já tem no stack
Antes de comprar qualquer solução nova, faça um inventário do seu portfólio atual. Identifique quais ferramentas já são usadas, por quem e com qual nível de maturidade.
Avalie se elas estão integradas ou se funcionam como “ilhas de informação”. Este diagnóstico evita a compra redundante de softwares, revela que podem trazer mais valor do que uma nova aquisição e ajuda a entender a maturidade digital da sua equipe para planejar os próximos passos.
Priorize poucos projetos
Para gerar confiança e demonstrar resultados, inicie com um ou dois “projetos farol” de escopo bem definido. Opte por iniciativas de alto impacto e baixo esforço, como otimizar uma campanha de e-mail marketing ou implementar uma régua de nutrição simples.
Isso permite aprender, ajustar a rota e comprovar o valor da tecnologia sem grandes riscos. Empresas que priorizam menos projetos por período tendem a entregar mais impacto validado.
Pense em dados e integrações desde o início
Uma martech stack é um ecossistema, não uma coleção de ferramentas isoladas. Portanto, a governança e a integração de dados são preocupações centrais, não secundárias.
Escolha ferramentas que ofereçam APIs abertas ou integrações nativas entre si . A base de uma estratégia orientada a dados é uma fonte única de verdade. Garantir que seus sistemas “conversem” desde o início evita silos de informação, retrabalho e garante decisões mais inteligentes.
Capacite o time e crie rituais de uso
Invista em treinamento para que a equipe entenda o “porquê” e o “como” das novas ferramentas. Paralelamente, estabeleça rituais fixos de uso, como reuniões diárias ou semanais para revisar KPIs-chave e tomar decisões com base nos dados.
Esses rituais transformam o uso do martech de uma iniciativa pontual em uma rotina operacional que sustenta a execução contínua e o refinamento da estratégia de marketing.
Erros comuns ao montar um martech stack
Muitos líderes de marketing e tecnologia caem em armadilhas que comprometem o investimento em tecnologia. Esses erros não se limitam a escolhas técnicas, mas refletem falhas de planejamento estratégico, governança e mudança organizacional.
Reconhecê-los é o primeiro passo para montar uma arquitetura de ferramentas que funcione como um ecossistema integrado e gere valor de negócio. Saiba quais são eles a seguir.
Começar comprando ferramentas, sem estratégia
Este é o erro mais frequente. A decisão por uma ferramenta deve ser consequência de uma estratégia clara, não seu ponto de partida. Pergunte-se: esta ferramenta resolve um problema meu ou apenas parece “futurista”?
Quando a aquisição é movida por hype ou promessas genéricas, sem estar atrelada a objetivos específicos de marketing ou de negócio, o resultado é um investimento subutilizado e desconectado da realidade da empresa.
Ter um stack inchado e pouco usado
O excesso de plataformas cria um stack com funcionalidades sobrepostas, aumenta custos fixos de forma desnecessária e fragmenta ainda mais os dados. A verdadeira eficiência vem de um conjunto enxuto de ferramentas que se integram bem e são dominadas pela equipe.
Ignorar dados e integrações (ilhas de informação)
Implementar ferramentas sem um plano de integração cria “ilhas de informação”. Se o CRM não conversa com a plataforma de e-mail e esta não se conecta ao analytics, os dados ficam isolados.
O resultado é uma visão fragmentada do cliente, campanhas desconectadas e análises inconsistentes. O valor real do stack está no fluxo contínuo de dados entre seus componentes, não em cada um isoladamente.
Não ter donos claros para cada plataforma
Esse “dono” é o responsável por explorar o máximo de sua capacidade, treinar os usuários, gerenciar a integração com outras áreas e reportar seus resultados.
A falta dessa governança leva ao uso superficial da tecnologia, à baixa responsabilização pelos resultados e ao desperdício da capacidade da ferramenta de resolver problemas reais.
Focar em features e esquecer adoção pelo time
Um martech stack poderoso nas mãos de um time despreparado é um investimento perdido. A chave para evitar isto é tratar estas tecnologias como um projeto de transformação organizacional, onde são um meio para um fim estratégico, integradas por dados e movidas pelas pessoas.
A tecnologia só gera resultados quando é usada corretamente e se torna parte da rotina. Portanto, investir em treinamento e criar uma cultura orientada por dados, é tão importante quanto escolher a ferramenta certa.
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